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Empresas zumbis - as mortas-vivas

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por André Schwartzman Uma pesquisa internacional feita pela KPMG com mais de 400 credores detectou que instituições financeiras estão crescentemente preocupadas com o aumento do número das chamadas “empresas zumbis.” Essas empresas vivem uma existência “da mão para a boca”, gerando caixa que pode até ser suficiente para pagar seus fornecedores e fazer girar o negócio. Entretanto, sua posição patrimonial precária e baixos níveis de sobra de caixa não permitem que essas empresas amortizem seus empréstimos ou façam investimentos necessários para o empreendimento. Sem uma reestruturação eficaz, a pesquisa sugere que esses zumbis poderiam tornar-se alvo de uma nova onda de recuperações judiciais no médio e longo prazo. Vida vegetativa Assim como os zumbis das histórias estão mortos mas ainda andam, seus equivalentes corporativos ficam vagando em uma zona logo acima da insolvência, porém ainda distante de uma verdadeira viabilidade. Uma empresa zumbi tipicamente está na Unidade de Ter...

O modelo fracassou

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O Brasil passa novamente por um momento muito delicado. Estamos com baixo crescimento econômico, a inflação tem mostrado suas garras, principalmente para baixa renda, os investimentos estão sendo repensados, vivemos uma queda de braço cambial, e o mercado passa a querer reavaliar nossos riscos. Somos um país pouco competitivo, apesar do nosso potencial de ser competitivo. Temos clima favorável, extensão territorial, forte agronegócio, e abundancia de extrativismo mineral. O que falta então? O problema fundamental é a educação formal. A falta de preparo intelectual reduz as oportunidades. Precisamos de melhores políticos, administradores, médicos, engenheiros, professores, etc. O destaque ainda é a ineficiência burocrática. Vivemos atrelados a um coronelismo sistemático onde as dificuldades são criadas para se "vender" facilidades. Estima-se que uma empresa de grande porte necessita dedicar 2.600 horas por ano para atender a burocracia do sistema tributário brasileiro. ...

Os princípios básicos de Governança Corporativa

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As palavras  TRANSPARÊNCIA, EQUIDADE, PRESTAÇÃO DE CONTAS e RESPONSABILIDADE CORPORATIVA podem garantir o futuro das empresas. O cenário econômico e político turbulento levam algumas empresas a deriva, perdidas frente ao temporal que se aproxima. Em momentos como este não é raro encontrar empresas e políticos saírem fortalecidos com ótima expectativas de futuro.O grande mistério se esconde na sua Governança Corporativa. O segredo das empresas é não ter segredos com relação a sua disposição de informar não somente seu desempenho econômico-financeiro, mas os seus demais fatores que norteiam a sua ação gerencial e conduzem a sua criação de valores. As empresas tem o dever de tratar todos os sócios com equidade, prestando sempre contas assumindo todas as consequências dos seus atos e principalmente das suas omissões. Os seus gestores devem ter em mente sua responsabilidade de zelar pela sustentabilidade das organizações, com visão de longevidade e incorporando considerações de...

Franquia e o Capital de Giro

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O planejamento financeiro na abertura de um negócio de Franquia serve para dimensionar a necessidade do investimento inicial, quais serão as despesas fixas, qual a expectativa de faturamento, qual a necessidade de capital de giro e em quanto tempo teremos o retorno desse investimento. O primeiro ano de uma empresa de Franquia sempre é desafiador, período que a empresa deverá obter seu ponto de equilíbrio, ou seja, conseguir gerar recursos suficientes para arcar com seus custos e despesas, sem obter lucro. Normalmente os investidores de franquias não consideram este período de no minimo seis meses a um ano onde a empresa não terá como arcar com suas despesas e custos e necessitaram de uma reserva para capital de giro e despesas fixas. O empreendedor poderá neste período contrair endividamento de curto prazo postergando o ponto de equilíbrio podendo inviabilizar a solidificação da franquia. As fontes normalmente utilizadas pelos franqueados que não se preparam para este período são:...

Você educa seu filho para que ele saiba administrar suas finanças pessoais?

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A educação financeira é muito importante que desde cedo os filhos entendam que o dinheiro acaba se não for bem cuidado.  Ao ensinar seu filho a administrar os gastos desde pequeno, ele já começa a entender que é preciso controlar as finanças, que nem sempre tudo que você quer cabe no orçamento e que algumas vezes é preciso abrir mão de algo no presente para conseguir algo maior no futuro. Começar com uma semanada e passar para a mesada depois, quando ele já tem mais condições de se planejar mensalmente, são algumas dicas para que ele entenda como algumas relações financeiras funcionam. Conversar com a criança sobre o orçamento familiar, sobre uma eventual demissão e dizer não, fazendo com que ela também passe por frustrações, a levará a saber como lidar melhor com esse tipo de situação quando ela tiver que enfrentar dificuldades sozinha. E quanto maior a familiaridade do seu filho com o dinheiro, mais tranquila será a sua relação com as finanças quando ele for adulto. Salvador...

Sonho Grande

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Alguns aspectos importantes vem me acompanhando minha empreita no mundo corporativo. Em recente leitura do livro Sonho Grande de Cristiane Correa sobre a trajetória empresarial de João Paulo Lemann, que soube como nunca explorar a ganancia humana em prol do desenvolvimento dos seus negócios levando a se tornar a maior fortuna brasileira, uma das dez maiores do mundo. Inspirou estas linhas. A jornalista Cristiane Correa fez uma obra invejável. Apesar de contar a história do ponto de vista dos empresários, não se limitou em somente em "bajular" os super poderosos, o que tornou mais enriquecedora a leitura desta obra. O prefácio do livro é uma aula de gestão escrita por Jim Colins que em poucas paginas descreve dez aspectos de como construir uma grande empresa duradoura: Investir Sempre e acima de tudo em pessoas. O principal ingrediente aplicado foi uma obsessão em sempre ter pessoas certas, investir nelas, desafiando-as sempre, promovendo oportunidade de experimentar...

Balancetes

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A maior dificuldade na recuperação das empresas é o tempo que ser perde para formatar as informações contábeis que deveriam refletir a realidade da empresa. Uma contabilidade adequada é muito relevante para a manutenção e para o crescimento de uma empresa. Infelizmente as contabilidades são feitas somente para atender minimamente as obrigações junto ao fisco. O empresário permite que sua empresas passem a conviver um risco imensurável desprezando sua contabilidade efetiva. O objetivo de uma rotina contábil é ajudar o empreendedor a administrar seu negócio e permitir sua adequação às inúmeras obrigações acessórias exigidas pelos órgãos administrativos.  Algumas funções contábeis específicas serão administradas de forma mais enxuta se delegadas a um contador. Especificamente aquelas ligadas aos deveres que possui qualquer pessoa jurídica de informar os órgãos públicos seu faturamento, o recolhimento de seus tributos, sua apuração dos encargos previdenciários e até mesmo o cumprim...